BEM VINDO...TUDO FOI FEITO COM AMOR PARA VC!!!
Bem vindo, esperamos que vc goste e aceitamos sua sugestão , aguardamos seu comentário, fique à vontade , esse espaço tbm é seu
sábado, 15 de março de 2014
CORDAS - animação (legenda - português)
“Algo só é impossível até que alguém duvide e resolva provar ao contrário.”
sexta-feira, 14 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Por Silvia Sperling, http://estilo.br.msn.com/tempodemulher
Autismo: um filho, um sonho, uma luta
Silvia, mãe de um menino de sete anos, conta as venturas e desventuras de criar uma criança linda, porém um pouco diferente.
Autismo: um filho, um sonho, uma luta / Acervo Pessoal
O início e a descoberta
Em 2003 realizei o sonho de grande parte das mulheres, tive um filho. Otávio nasceu em outubro, eu com 26 anos e cheia de expectativas para com minha nova rotina. Imaginava dias vagarosos, tomando chimarrão com minha mãe, passeando no sol com meu filhote, curtindo esta fase anunciada como mágica... Mas Otávio era inquieto. Nasceu lindo, logo ficou bem gordinho e sem nenhuma constatação de doença. Queria sempre ser balançado, fosse no colo ou no carrinho. Era impossível sentar no sofá em casa ou em um banco na praça, pois ele chorava, queria movimento.
O tempo foi passando e notamos que ele não fazia algumas coisas comuns às crianças de sua idade: não se interessava por outras crianças, não brincava com carrinhos e bola, era muito agitado, não atendia quando chamado pelo seu nome e apresentava atraso de linguagem, assim como não apontava para o que queria.
Assim, quando Otávio tinha dois anos e meio, meu marido, que é médico, constatou o diagnóstico: autismo. Naquele dia choramos muito e vi meu sonho ruir. Meu lindo menino, tão perfeito fisicamente, estaria fadado a isolar-se em seu mundinho, sem compartilhar as alegrias e tristezas que a vida nos oferece. Passado o tormento da noite, fui à manhã seguinte procurar uma escola infantil, para que ele pudesse conviver com outras crianças de sua idade, auxiliando-o na busca de novas aquisições sociais e cognitivas.
Os progressos e dificuldades
Hoje Otávio tem sete anos. É alegre, carinhoso e companheiro, adora passear, tem paladar exigente, adora comida árabe, assiste à televisão ao meu lado e possui uma agenda cheia. Frequenta uma escola regular e pratica ginástica olímpica e natação. Qual a diferença dele para as demais crianças?
Otávio ainda não fala frases compreensíveis, emite muitos sons, sílabas e dissílabos, às vezes algumas palavras. Acena afirmativamente ou negativamente em algumas ocasiões, quando questionado se quer ou não algo. Precisa de auxílio para as atividades diárias como escovar os dentes, escolher a roupa, se vestir, tomar banho, ir ao banheiro e se alimentar. Já está acompanhando os trabalhos em sala de aula, permanecendo sentado em grupo por bons períodos. Adora a escola, as professoras e seus colegas, expressando o que sente à sua maneira. É extremamente afetivo e seduz a todos com seu jeitinho único. Conquista as pessoas quase sempre de imediato, com seu rosto lindo, sorriso inocente e o afeto que transborda em suas atitudes.
Otávio reconhece a diferença entre ele e as demais crianças, o que às vezes o deixa nervoso, exibindo estereotipias motoras e recusando-se a cumprir as atividades propostas. Somente há pouco tempo executa tarefas gráficas, mas com auxílio e em ambientes estruturados. Não aceita fazer o tema em casa e não gosta que apresentem seus trabalhos para mim e meu marido, muito menos que discutam sua história na sua presença: evoluções e limitações.
Especial, eu?
Meu filho é uma caixinha de surpresas, que desperta sentimentos ambíguos em mim: frustração e admiração. Ser mãe de uma criança especial me faz ouvir algumas vezes as seguintes frases: "Você é especial" ou "Somente pessoas especiais recebem esta missão". Sei que as intenções são carinhosas, mas essas palavras de "estímulo" sempre me causam desconforto, pois eu bem sei que nunca me preparei para esta tarefa, e ainda hoje não me sinto preparada.
Me pego muitas vezes impaciente e irritada com o trabalho que um filho com necessidades especiais requer. Os dias são agitados e a atenção é constante. Mesmo em locais fechados há as escadas rolantes, as portas de elevadores, tudo que a maioria das mães vê como ameaça por apenas uns dois anos. Para mim esta cautela já dura sete anos e não há prazo para acabar.
As noites insones são corriqueiras e quando há a felicidade de um sono ininterrupto de oito horas, durmo em estado de vigília, como se a qualquer momento o sonho vá acabar. Que ser especial sou eu? Sou somente uma mãe tentando fazer o meu melhor, proporcionando as vivências necessárias ao desenvolvimento de meu menino, e retribuindo o amor que ele se esforça tanto para expressar.
Desejos e a alegria da realidade
Às vezes sonho que ele não tem autismo. O mesmo garoto lindo, carismático e exigente, porém pedindo presentes, avisando sobre festinhas de colegas, convidando amigos para brincar, contando histórias de seu dia e outras imaginadas, perguntando sobre o mundo que o cerca. No entanto, me alegro quando vejo as pequenas descobertas e aquisições do meu garotinho, a execução de uma solicitação como alcançar os tênis, fechá-los, acender uma luz, abrir uma porta, tirar a roupa, dar um beijo. Coisas tão simples, mas que para uma mãe e um pai de uma criança autista são presentes que despertam a esperança de um futuro promissor.
Estímulo sempre!
Até onde ele vai chegar não sabemos, mas escolhemos a forma mais saudável, a da inclusão social, que requer enfrentamento diário de obstáculos, o convívio com crianças normais em uma escola regular, a descoberta de aptidões através do exercício físico e o estímulo cognitivo e emocional através de pessoas qualificadas e apaixonadas pela educação da criança especial.
Não existe uma fórmula de sucesso para o prognóstico favorável de crianças com autismo, mas acredito que existe um caminho de esperança: o da dedicação e do amor, ingredientes indispensáveis para o desenvolvimento pleno de qualquer indivíduo.
Silvia Sperling, mãe de Otávio, autista. Casada com Ubirajara. Nutricionista, colaboradora de publicações que tratam do tema Autismo e autora do blog "Autismo, uma vida em poucas palavras", onde compartilha suas experiências: www.autismo-umavidaempoucaspalavras.blogspot.com
"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos."
domingo, 9 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Texto da revista Pais e filhos
As certezas das incertezas
Depois de 1 ano do diagnóstico de Lorena, posso dizer que o tempo tranquiliza emoções que nos cegam e seca a lágrima inesgotável
Por Ivelise Giarolla
25.09.2013
Há um ano recebi o resultado do exame da minha amniocentese: 47XX+21, ou seja, bebê sexo feminino com Síndrome de Down. Exatamente dia 25 de Setembro de 2012 minha vida parou por alguns minutos e, em seguida, mudou drasticamente. Convivi com dúvidas e poucas certezas. Aguardei ansiosa a hora do parto para ter o concreto, o absoluto, o todo na minha vida. Segundos torturantes transcorreram. Dormia e acordava pensando como seriam nossas vidas, nossa convivência, nosso futuro. Procurava respostas sem saber as perguntas. Uma ansiedade sem limites, uma vontade extrema de fazer a Terra girar mais rápido.
Os dias se passaram e Lorena nasceu em quatro de fevereiro de 2013. Parto cesariano, sem complicações. Peguei aquele bebê no colo e comecei a procurar a síndrome. O que encontrei: uma linda menina de olhos amendoados que queria aconchego do meu colo para mamar. Simples assim.
Uma vez li em um blog (Nossa vida com Alice) que a síndrome de Down é como um manto, que cobre o seu bebê. No início aquele pedaço de pano é tudo que você consegue ver. Você repara na textura do pano, na sua cor, na sua estampa... Com o tempo, você puxa um pouco o tecido, e descobre que tem um olhinho brilhando, olhando para você. Puxa mais um pouquinho, e vê uma mãozinha dando oi. E quando você menos imagina, descobre que por debaixo daquele manto tinha um bebê lindo, pronto para ser amado e estimulado, independente de quaisquer atrasos motores ou cognitivos. Nesse dia você joga o manto longe. Não porque ignora ou se ilude sobre a sua condição, mas porque descobre finalmente que seu filho é muito mais que a soma de seus cromossomos.
E comigo foi assim. Num primeiro momento eu olhava para a Lorena e ficava imaginando seu futuro, se ela iria andar no tempo certo, falar, alfabetizar, entrar na faculdade. Ficava me torturando vendo fotos da irmã mais velha, comparando seu desenvolvimento motor claramente atrasado e derrubando lágrimas ao perceber que aos quatro meses de vida sua hipotonia era praticamente de um recém-nascido. Acordava de manhã e pedia a Deus para o desenvolvimento da pequena ser mais próximo do normal.
Mas, os meses foram se passando e minha convivência com a pequena mudou muito. As sessões de fisioterapia e de fonoaudiologia foram tendo resultados positivos. Exames complementares de saúde não detectaram algo mais grave. Aos seis meses foi para o berçário da mesma escola da irmã. E um dia finalmente percebi que o manto foi jogado. Num sábado de sol, um dia normal como qualquer outro, eu vi em minha frente uma criança sorridente que necessita de estímulos, porém os quais foram incorporados em nossas vidas e hoje já não nos fazem diferença. A Síndrome de Down se tornou um mero detalhe. Parei de sofrer.
Saber do diagnóstico da Síndrome de Down é uma notícia extremamente difícil de escutar e assimilar. O filho idealizado que não veio e as preocupações com o futuro são fato após a revelação. Mas, um conselho: não se desespere. O tempo acalma e esclarece. O tempo tranquiliza emoções que nos cegam e seca a lágrima inesgotável. E como diz Dalai Lama: "Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.". Assim vivo um dia de cada vez e deixo minha filha me dar as respostas de sua vida.
E que venham mais dias vinte e cinco de setembro. Eu não choro mais.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
O meu filho vai para a escola
O que posso fazer para facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita?
Aprender a ler e a escrever não é um processo inato e natural como o ato de aprender a falar. A estabilidade de competências como a linguagem oral, o conhecimento sobre a escrita e a consciência fonológica podem influenciar o início do ensino formal das crianças.
A consciência fonológica está relacionada com a capacidade de pensar sobre a língua oral, sendo que esta inclui a consciência de que a fala pode ser segmentada em unidades mais pequenas (segmentação das frases em palavras, as palavras em silabas e as silabas nos sons que as constituem). É ainda o conhecimento fonológico, que permite identificar de que as palavras “janela” e “canela” rimam, que as palavras “garrafa” e “galinha” iniciam com a mesma silaba ou ainda que a palavra “bolacha” tem mais silabas do que a palavra “cama”. Esta capacidade de “manipular” os sons é considerado um dos melhores indicadores se a criança terá facilidade (ou não) na aprendizagem da leitura e escrita.
Como posso estimular a Consciência Fonológica?
É suposto que estas competências estejam adquiridas entre os 5 e os 6 anos, contudo com o aproximar da entrada no 1º Ciclo, podem se realizar algumas tarefas para ajudar no seu desenvolvimento/ consolidação.
1. Dividir as palavras em silabas e posteriormente em sons/letras
(bola – bo.la – b.o.l.a) (cama – ca.ma – c.a.m.a)
2. Jogos de rimas – ex: dizer 3 palavras à criança para esta encontrar as duas que rimam
(cão – pão – pá) (pato – gato – peixe)
3. Pedir à criança para dizer palavras que comecem por determinado som/letra
(“Diz-me palavras que comecem por /p/ “ - pato, pinto, pátio, porta, etc)
A facilidade na aprendizagem do processo da leitura e escrita, é um reforço para a literacia e o sucesso escolar. Estes “jogos de estimulação” podem ser feitos em qualquer lado (carro, praia, casa) e podem envolver toda a família de uma forma única e divertida.
Terapeuta da Fala Ana Modesto, SpeechCare
quinta-feira, 25 de abril de 2013
70 ATIVIDADES DE ALFABETIZAÇÃO - JUNTANDO SÍLABAS - PARA IMPRIMIR | PORTAL ESCOLA
terça-feira, 5 de março de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais
1- Pra começar, não tenha pena de mim. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe.
2- Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”
3-Use o que eles tem em comum. Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências também. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades, que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiências são mais parecidas com eles do que são diferentes".
4-Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar.
5- Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças. Facilite essa amizade.
6- Encoraje seu filho a dizer “oi”. Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras.
7-Quando seu filho tiver dúvidas Dê explicações simples.
8- Ensine respeito às crianças com seus próprios atos. Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança.
9- Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem.
10- Não se preocupe com o constrangimento. Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso.
Tudo que eu disse é muito simples, é so colocar em pratica. vcs verão que o amanhã irá agradecer. Nosso mundo crescerá, aprendendo as diferenças e muitas das tragédia que vemos iram acabar, pois nossos filhos vão aprender amar mais.
1- Pra começar, não tenha pena de mim. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe.
2- Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”
3-Use o que eles tem em comum. Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências também. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades, que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiências são mais parecidas com eles do que são diferentes".
4-Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar.
5- Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças. Facilite essa amizade.
6- Encoraje seu filho a dizer “oi”. Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras.
7-Quando seu filho tiver dúvidas Dê explicações simples.
8- Ensine respeito às crianças com seus próprios atos. Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança.
9- Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem.
10- Não se preocupe com o constrangimento. Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso.
Tudo que eu disse é muito simples, é so colocar em pratica. vcs verão que o amanhã irá agradecer. Nosso mundo crescerá, aprendendo as diferenças e muitas das tragédia que vemos iram acabar, pois nossos filhos vão aprender amar mais.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Como é ter um filho deficiente
Ao saber da gravidez, o casal começa a imaginar como será o bebê que está por vir. Sonha-se com um bebê saudável, que irá gatinhar, caminhar, falar, correr, brincar, estudar como qualquer criança. Começamos a fazer planos, comprar roupinhas, organizar a casa, preparar o ambiente para a chegada desta criança tão esperada. Por 9 meses, pensamos neste bebê em primeiro lugar e nossa imaginação anda muito longe, no seu desenvolvimento, nos primeiros passos, suas primeiras palavras, seu primeiro ano na escola, seu primeiro namoro, sua primeira vez atrás do volante... Independente de ser menino ou menina, projetamos muitos dos nossos sonhos nesta criança, planejando até o que será quando crescer. Mas, repentinamente este sonho é bloqueado pelo nascimento de um bebê totalmente diferente do sonhado. De acordo com o médico é deficiente e não será capaz de caminhar, falar, freqüentar a escola e outras habilidades lhe são podadas sem ao menos termos tempo de pensar nestas possibilidades. Vários sentimentos tomam conta da gente neste momento, entre eles, culpa, medo, insegurança, indignação...Algumas pessoas se revoltam contra alguém da família, contra profissionais da saúde envolvidos neste parto, contra Deus...Alguém deve ser o culpado! Porém não há culpados, e não é o fim do mundo. Precisamos agir com a cabeça e o coração, pois teremos escolhas importantes a fazer. São dois caminhos a escolher, ou nego a existência desta criança, negando talvez a sua deficiência, e assim estarei impedindo este ser de crescer e ter uma vida, ou aceito esta luta como minha e ofereço oportunidades de crescimento para meu bebê e para todas as pessoas que conviverem com ele. Ao escolher a vida, descubro coisas maravilhosas que posso aprender. E com o tempo, percebo o quanto sou privilegiada por ter sido confiado a mim esta criança tão especial, e com certeza esta escolha não é mero acaso, e quando se aceita esta convivência, esta troca de amor, esta aprendizagem mútua, é por que em algum momento antes já havíamos nos comprometido em nos encontrar e nos ajudar. Eu inicio um ciclo de vida com experiências marcantes. A medida que vou apoiando e estimulando o seu crescimento e desenvolvimento, tenho a oportunidade de ver alguém lutando pela vida e isto vai me fortalecendo. Mas ele não vai ser uma criança "normal", pois francamente, não sei bem o que é ser normal. Eu vejo todos os dias crianças que só se sentem felizes usando roupas de marca, praticando "hobbies"da moda e não de seu gosto, se frustram por muito pouco, pois não estão habituados a lutar verdadeiramente pelo seus desejos. Muitos adolescentes não sabem nem sequer dizer qual é seu maior sonho, pois querem que seja algo rendável. Após aceitar um deficiente na vida da gente, nunca mais seremos os mesmos. O crescimento e a mudança de valores é muito grande. Dificilmente deixaremos pensamentos mesquinhos tomarem o lugar de ações de valor. E todas as noites, ao ver o nosso filho aconchegado em nosso lar, nos oferecendo seu amor incondicional, teremos a certeza de que não o trocaríamos por nenhum "normal".
Não fui eu que escrevi mas acho que está fantástico! E penso q é o que todas as mães com filhotes especiais pensam e já sentiram.
Amo o meu filho especial! ♥ por Vera Bonacho
Ao saber da gravidez, o casal começa a imaginar como será o bebê que está por vir. Sonha-se com um bebê saudável, que irá gatinhar, caminhar, falar, correr, brincar, estudar como qualquer criança. Começamos a fazer planos, comprar roupinhas, organizar a casa, preparar o ambiente para a chegada desta criança tão esperada. Por 9 meses, pensamos neste bebê em primeiro lugar e nossa imaginação anda muito longe, no seu desenvolvimento, nos primeiros passos, suas primeiras palavras, seu primeiro ano na escola, seu primeiro namoro, sua primeira vez atrás do volante... Independente de ser menino ou menina, projetamos muitos dos nossos sonhos nesta criança, planejando até o que será quando crescer. Mas, repentinamente este sonho é bloqueado pelo nascimento de um bebê totalmente diferente do sonhado. De acordo com o médico é deficiente e não será capaz de caminhar, falar, freqüentar a escola e outras habilidades lhe são podadas sem ao menos termos tempo de pensar nestas possibilidades. Vários sentimentos tomam conta da gente neste momento, entre eles, culpa, medo, insegurança, indignação...Algumas pessoas se revoltam contra alguém da família, contra profissionais da saúde envolvidos neste parto, contra Deus...Alguém deve ser o culpado! Porém não há culpados, e não é o fim do mundo. Precisamos agir com a cabeça e o coração, pois teremos escolhas importantes a fazer. São dois caminhos a escolher, ou nego a existência desta criança, negando talvez a sua deficiência, e assim estarei impedindo este ser de crescer e ter uma vida, ou aceito esta luta como minha e ofereço oportunidades de crescimento para meu bebê e para todas as pessoas que conviverem com ele. Ao escolher a vida, descubro coisas maravilhosas que posso aprender. E com o tempo, percebo o quanto sou privilegiada por ter sido confiado a mim esta criança tão especial, e com certeza esta escolha não é mero acaso, e quando se aceita esta convivência, esta troca de amor, esta aprendizagem mútua, é por que em algum momento antes já havíamos nos comprometido em nos encontrar e nos ajudar. Eu inicio um ciclo de vida com experiências marcantes. A medida que vou apoiando e estimulando o seu crescimento e desenvolvimento, tenho a oportunidade de ver alguém lutando pela vida e isto vai me fortalecendo. Mas ele não vai ser uma criança "normal", pois francamente, não sei bem o que é ser normal. Eu vejo todos os dias crianças que só se sentem felizes usando roupas de marca, praticando "hobbies"da moda e não de seu gosto, se frustram por muito pouco, pois não estão habituados a lutar verdadeiramente pelo seus desejos. Muitos adolescentes não sabem nem sequer dizer qual é seu maior sonho, pois querem que seja algo rendável. Após aceitar um deficiente na vida da gente, nunca mais seremos os mesmos. O crescimento e a mudança de valores é muito grande. Dificilmente deixaremos pensamentos mesquinhos tomarem o lugar de ações de valor. E todas as noites, ao ver o nosso filho aconchegado em nosso lar, nos oferecendo seu amor incondicional, teremos a certeza de que não o trocaríamos por nenhum "normal".
Não fui eu que escrevi mas acho que está fantástico! E penso q é o que todas as mães com filhotes especiais pensam e já sentiram.
Amo o meu filho especial! ♥ por Vera Bonacho
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Oi, pais e mães!
O post de hoje é dedicado à advogada Maria Antônia Goulart, coordenadora-geral do portal Movimento Down. Essa mãe deu um depoimento emocionante à Folha de São Paulo, no qual diz que um filho com Síndrome de Down não é um fardo, ao contrário do que muita gente pensa.
Maria Antônia é mãe de Beatriz, de dois anos e meio. Não conheço pessoalmente nem mãe nem filha, mas a foto da menininha, linda, saudável, e a maneira como a mãe lida com toda essa questão me chamou a atenção.
No texto ela, que soube que a filha tinha essa síndrome só depois do parto, comenta sobre o novo exame de detecção precoce (que chega ao Brasil agora e que detecta essa e outras síndromes com 9 semanas de gestação). Diz que se existisse esse método quando Beatriz nasceu ela poderia ter um cardiologista na sala de parto, por exemplo, já que muitas crianças com Síndrome de Down são cardiopatas.
Sobre a possibilidade das pessoas abortarem ao descobrirem o problema do bebê, ela diz não acreditar que o jeito de resolver esse problema seja restringir o acesso à informação, à ciência. Maria Antônia vai além."O que acho importante como ativista e familiar de uma pessoa com down é esclarecer a sociedade de que ter um filho com a síndrome não é o fim do mundo. Tem cuidados a mais, mas é um filho que vai ter uma vida feliz, produtiva. Pessoas com Síndrome de Down trabalham, namoram, têm vida social. Isso dá a percepção de que eles podem ser felizes e acalma o coração de uma mãe que está num dilema como esse. Uma criança com down é mais um filho e não um fardo na sua vida.", diz.
É isso, Maria Antônia. Que seu exemplo sirva pra outras mães.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
" NÃO CHEGO NA VIDA DE QUALQUER PESSOA, CHEGO NA VIDA DE GUERREIROS, BATALHADORES, FORTALEZAS QUE LARGAM SUAS VIDAS POR UM FILHO...NO INICIO SOU ASSUSTADORA, SOU MOTIVO DE MEDOS, ANGÚSTIAS E LÁGRIMAS, AFINAL, SOU O " NOVO" E MUITAS VEZES DESCONHECIDO. MAIS TRAGO AMOR INCONDICIONAL, TRAGO SORRISOS PUROS, CARINHOS GRATUITOS, SOLIDARIEDADE E AMOR AO PRÓXIMO...TIRO O QUE A DE MELHOR NOS SERES QUE ME RODEIAM, SOU A PERFEIÇÃO MAIS PRÓXIMA DE DEUS, PQ NÃO EXCLUO NINGUÉM, BEIJO E ABRAÇO O RICO, O POBRE, O MAGRO, O GORDO, O LIMPO E O SUJO, PODE SER BRANCO, PRETO, AMARELO, O HOMOSSEXUAL OU O HETEROSSEXUAL, O ESPIRITA, O EVANGÉLICO O UBANDISTA OU CATÓLICO, TODOS CHAMO DE " AMIGO" E PARA TODOS TENHO O MEU MAIS LINDO " SORRISO"...MUITO PRAZER, SOU A " SINDROME DE DOWN!!!"(texto de silvana maria arruda machado),
sábado, 26 de janeiro de 2013
♥
Síndrome de Down...Um jeito ESPECIAL de ser!!! Como eles são ESPECIAIS...
Especiais por não saber mentir, por não saber fingir......
ESPECIAIS POR SER ... "DIFERENTE".
Diferente quando sorri e espalha a sua alegria e seu ENCANTO...
DIFERENTE em seu modo de SER e de agir porque tudo o que eles fazem tem um toque ESPECIAL que transmite PUREZA...Uma pureza que eles trazem das profundezas de seus corações um lugar onde muitos seres humanos 'NORMAIS" são incapazes de encontrar...
Tudo que deles vem nos dá a certeza de SINCERIDADE, LEALDADE, GRATIDÃO E AMOR INFINITO...
No seu querer não existe meio termo, se é sim é SIM, se é não é NÃO! Isso é uma qualidade que não brotou nasceu com cada um deles e vai durar a vida inteira pode ter certeza e assim transformando ainda maior as suas infinitas VIRTUDES!!!
Eu POSSO dizer que eles são mesmo DIFERENCIADOS, pois a cada minuto ao lado deles sinto que vieram ao mundo para nos ensinar, para serem exemplos e quebrar nossos corações nos ensinando que a vida é o nosso maior PRESENTE e pode ser VIVIDA apesar das dificuldades...
Eu tenho certeza que por maior que seja a barreira do PRECONCEITO eles vão estar sempre espalhando seu ENCANTO seu BRILHO e TRANSFORMANDO CORAÇÕES..
sábado, 12 de janeiro de 2013
Hoje vivenciei mais uma etapa da autonomia e independência .
Já faz 8 anos que toda sexta feira as 17 e 30 (Dudu é metódico com horário) que FAZIA a barba do Dudu. Mais recentemente tinha que ser duas vezes por semana devido ao rápido crescimento.
Hoje quando cheguei no horário marcado para fazer a barba Dudu com um sorriso no rosto me mostrou sua cara ,e falou: Leo agora consigo fazer sozinho com este barbeador elétrico que ganhei da Marina (nossa Mãe).
Ensinei ele alguns pequenos retoques e sai muito contente com a sua constante evolução e busca de sua autonomia.Perderei o momento de fazer a barba onde conversávamos bastantes e ganho um irmão cada vez uumais com atitude e consciente de se papel no mundo. Valeu Eduardo Gontijo te amo.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
sábado, 3 de novembro de 2012
Se algum dia lhe perguntarem o que é uma criança com simdrome de dowl, responda:
"É uma flor como todas as crianças no jardim de Deus,
elas tem beleza,
tem formosura,
tem perfume,
a única diferença
é que elas NÃO TEM ESPINHOS
"É uma flor como todas as crianças no jardim de Deus,
elas tem beleza,
tem formosura,
tem perfume,
a única diferença
é que elas NÃO TEM ESPINHOS
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Respira. Serás mãe por toda a vida.
Ensine as coisas importantes. As de verdade.
A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes.
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu.
Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.
Ensine as coisas importantes. As de verdade.
A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes.
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu.
Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.
Deixe ele imaginar. Imagine com ele.
As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas.
Os gritos da mãe doem pra sempre.
Você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce.
Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais.
E, acima de tudo, respire. Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez."
(Autor desconhecido)
As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas.
Os gritos da mãe doem pra sempre.
Você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce.
Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais.
E, acima de tudo, respire. Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez."
(Autor desconhecido)
domingo, 7 de outubro de 2012
Faz-se necessário deixar claro que não queremos ser exemplo de nada, muito menos sabemos fórmulas para solucionar a vida de famílias que tem semelhança com a nossa, ao contrario, o que queremos é apenas oferecer a nossa experiência de vida para afirmar que vale a pena lutar, acreditar e trabalhar pelos nossos filhos com Síndrome de Down.
A experiência de conviver com uma filha(o) especial é quando muito diferente, mas certamente fascinante.
O que nós pais desejamos para essas crianças, jovens e adultos é o que todos pais desejam para seus filhos, que sejam felizes.
O que nossos filhos desejam de você não é piedade e sim respeito, carinho e que você o inclua em sua vida.
Talvez você diga que eu sou um sonhador..
Mas não sou o único..
Desejo que um dia você se junte a nós...
E o Mundo, então, será como um só. (John Lennon)
O que nossos filhos desejam de você não é piedade e sim respeito, carinho e que você o inclua em sua vida.
Talvez você diga que eu sou um sonhador..
Mas não sou o único..
Desejo que um dia você se junte a nós...
E o Mundo, então, será como um só. (John Lennon)
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